Políticas de aprendizagem escolar

A educação da rede pública de ensino brasileira, em sua maioria, é marcada por graves problemas estruturais, como, por exemplo: a) fragilidade da aprendizagem nos primeiros anos da escolarização, em especial a alfabetização precária; b) distorção idade-série em decorrência das reprovações ou da entrada tardia na escola; c) práticas de promoção automática com consequente retenção ao final dos ciclos; d) desempenho dos alunos abaixo do esperado, expresso nas avaliações oficiais que revelam a falta de domínio dos conteúdos previstos para as respectivas fases do ensino.

Na rede pública de ensino, o índice de distorção chega a 18%. No quinto ano do Ensino Fundamental, 3 alunos em cada 10 estão atrasados na escola.

A distorção idade-série atinge milhões de crianças matriculadas nas redes públicas brasileiras. Isso acontece quando o aluno fica atrasado, no mínimo dois anos, em relação à sua idade e ao ano escolar que deveria cursar. Pode ser que ele seja multirrepetente ou tenha entrado com idade superior a 6 anos na escola.

A origem dessa defasagem está na baixa qualidade do ensino, incluindo despreparo do professor, condições precárias da rede escolar e falta de compromisso político dos gestores públicos.

As dificuldades não superadas nos anos iniciais do Ensino Fundamental sempre comprometem a trajetória escolar, pois o aluno sem base não consegue evoluir, não passa de ano e se torna um potencial candidato ao abandono e à evasão, ou passa de ano, mas sem ter desenvolvido as competências necessárias. Para as redes de ensino, a reprovação significa gastos com salas de aulas adicionais e contratos de professores, ou seja, impactos financeiros que poderiam ser usados em outras ações para melhorar a educação.

Tal cenário, totalmente adverso à plena realização dos alunos, justifica a criação de soluções educacionais comprometidas com a boa qualidade da escolarização nos anos iniciais do Ensino Fundamental, amparadas na gestão de processos e passíveis de se transformarem em políticas públicas.

Nossa proposta é que, em um prazo de quatro anos, as redes de ensino possam diminuir a distorção idade-série no Ensino Fundamental, corrigindo o fluxo escolar e evitando que outras crianças entrem para as estatísticas de analfabetismo, reprovação e abandono. À vista disso, os gestores contam com soluções específicas, desenvolvidas pelo Instituto Ayrton Senna, para montar uma estratégia de atuação e estabelecer metas de desempenho concretas com vistas ao aprendizado do aluno. Esse modelo prevê ações sistematizadas de formação, apoio e orientações a gestores, a coordenadores escolares e a professores.

Como fazemos:

Para o Instituto Ayrton Senna, a formação continuada e o acompanhamento sistemático cumprem papel essencial na manutenção e no êxito da política educacional da rede de ensino.

Em parceria com as equipes da Secretarias de Educação, profissionais das redes de ensino são capacitados para trabalhar como multiplicadores, fazendo a interface com as escolas. Eles serão responsáveis pela gestão dos processos e pelo bom resultado da dinâmica das aulas e pela sistemática de acompanhamento. Uma de suas funções é a formação em serviço dos professores da unidade onde atuam.

Professores das escolas passam por capacitação para atuarem com a metodologia das soluções de aprendizagem (Se Liga, Acelera Brasil e Fórmula da Vitória), onde se apropriam do que é esperado dos alunos ao longo do ano letivo e das estratégias para se alcançar o resultado esperado.

Para que os educadores sejam eficazes e eficientes no alcance de resultados de sucesso, é preciso que acompanhem sistematicamente, por meio de indicadores, a execução dos processos planejados, e tenham informações pontuais sobre alguns aspectos para cruzar informações e proceder aos ajustes que lhes mantenham na rota inicialmente traçada, de maneira a atender às expectativas registradas em metas criteriosamente estabelecidas.

Nesse sentido, em nossas parcerias propomos o acompanhamento de metas estabelecidas pelo Plano Nacional de Educação (PNE), relativas à Educação Infantil e ao Ensino Fundamental, bem como algumas variáveis escolhidas pelo Instituto Ayrton Senna como as que mais contribuem para o sucesso dos alunos.

Indicadores e Metas ligadas ao Plano Nacional da Educação:

Meta 1 da parceria (relacionada a META 1 do PNE)
  • Universalizar, até 2016, a Educação Infantil na pré-escola para as crianças de 4 a 5 anos de idade
Meta 2 da parceria (relacionada a META 2 do PNE)
  • Garantir que pelo menos 95% dos alunos conclua o ensino fundamental I na idade recomendada, até 2024
Meta 3 da parceria (relacionada a META 5 do PNE)
  • Alfabetizar todas as crianças, no máximo, até o final do 3º ano do Ensino Fundamental
Meta 4 da parceria (relacionada a META 7 do PNE)
  • Reduzir a Distorção Idade-Série para 5%, fomentando a qualidade da educação básica, com melhoria do fluxo escolar e da aprendizagem

Indicadores e Metas do Instituto Ayrton Senna

Ao longo de nossa experiência de 20 anos, observamos que estudantes que se destacavam pelo bom desempenho acadêmico não faltavam às aulas, liam bastante e realizavam as tarefas de casa. Embora sejam elementos relativamente simples, não são fáceis de acontecer, dado que para que o aluno esteja frequente é preciso que as horas de aula lhe sejam ofertadas e que o professor esteja também presente. Da mesma forma, a lição de casa só pode ser realizada se o aluno estiver presente, tanto para conhecer a lição a ser feita quanto para apresentá-la. A leitura, por sua vez, ganha fluência e significado na medida em que o aluno, presente e motivado pela mediação do professor, gradativamente amplia sua competência comunicativa pela via da leitura, da escrita e da oralidade.

Indicador

Meta

Cumprimento do calendário escolar

100%

Frequência de professores

98%

Frequência de alunos

98%

Aprovação

95%

Alfabetização

100%

Livros lidos por aluno/ano

30/40

Reprovação por falta

2%